
O Hinduísmo é um vastíssimo organismo sócio-religioso composto por grande número de seitas, cultos e sistemas filosóficos envolvendo, inúmeros rituais cerimónias e disciplinas espirituais, bem como a adoração de incontáveis deuses. As mil-e-uma facetas do Hinduísmo reflectem afinal a extraordinária complexidade geográfica, racial, linguística e cultural do vasto sub-continente Indiano. As manifestações do Hinduísmo vão desde filosofias altamente intelectuais, envolvendo concepções de alcance e profundidade fabulosas, às práticas rituais ingénuas e pueris do povo. A fonte espiritual do Hinduísmo encontra-se nos Vedas, uma colecção de antigos textos escritos por sábios anónimos, os chamados “videntes” védicos, provavelmente entre 1500 e 500 a.C.
As partes mais recentes desses escritos são os “Upanishads”, que se referem ao conteúdo prático e filosófico da doutrina. Todavia, o povo Indiano tem recebido os ensinamentos do Hinduísmo não através dos Vedas e dos Upanishads, mas sim por intermédio de um grande número de contos populares, reunidos em épicos de vastas dimensões que constituem a base da ampla e colorida mitologia da Índia. Um desses épicos, o Mahabharata contém o texto religioso favorito da Índia, o belíssimo poema espiritual do Bhagavad Gita, diálogo entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna. Com este panorama de fundo seríamos levados a pensar que o Hinduísmo é então um sistema religioso e filosófico politeísta, ou seja, que aceita e venera múltiplos deuses. Mas isto é só meia verdade. Porque todo o Hinduísmo parte do princípio que todos esses deuses e deusas, todos os seres e objectos, todo o Universo enfim, é uma manifestação de uma realidade primordial, essência interna de todas as coisas - Brahman.
Brahman é algo de insondável intelectualmente, pois que se situa para além de todos os conceitos. “Brahman, sem princípio, supremo: além do que é, e do que não é”. No entanto as pessoas querem falar acerca dessa realidade e os sábios Hindus divinizaram Brahman, transformaram-no num Deus, pai de todos os deuses e deusas, e de tudo o que existe. A necessidade de divulgação e abertura assemelha Brahman, ao Deus bíblico (Jeová) do sistema religioso Judaico-cristão.
Religião autóctone, nativa, do povo japonês. As suas (Xintoísmo) origens remontam às origens do próprio povo japonês. Há quem encontre nos idiomas e costumes japoneses raízes semelhantes às dos Altaicos que habitavam a Manchúria, Mongólia e Sibéria. Mas uma boa parte do mistério permanece indecifrável.
O povo japonês, isso é certo, foi um invasor. Nas ilhas existiam os Ainu que muito lentamente foram sendo escorraçados, do Sul para o Norte, até que foram completamente dominados no séc. XVIII (D.C.).
O Shintô (via dos deuses) é uma religião que descreve mitologicamente a origem (divina) do povo japonês. Todos os antepassados são afinal deuses e como tal devem ser venerados. Daí que o Shintô esteja tão ligado ao culto dos antepassados. O universo é dividido em três mundos:
1) O mundo celeste dos Kami (deuses);
2) O mundo terrestre dos humanos;
3) O mundo dos Yomi ou da morte.
Surge no séc. VI a.C. na China com Confúcio, que funda no pequeno estado de Lou a primeira “escola de educação”. O confucionismo acabaria por tornar-se o conjunto de regras e convenções morais, jurídicas e linguísticas oficiais de toda a China.
O Budismo surgiu no séc. VI a.C. com Gautama o Buda (n 622? a.C. e m. 543? a.C. no sopé do Himalaia, hoje chamado Nepal). Buda não deixou ensinamento escrito, mas os monges budistas espalharam a sua religião por todo o extremo oriente. O Budismo apenas dá entrada no Japão no séc. VI d.C., fundindo-se facilmente com a tradição religiosa nativa (O Xintoísmo).
De certa forma o Budismo aproxima-se mais das modernas terapias psicológicas Ocidentais que da religião Ocidental, estruturada no conceito de Deus, o criador omnipotente. Não importa ao Budista saber se Deus existe ou não... Importa-lhe determinar as causas do sofrimento humano e modificar a atitude do indivíduo perante o mundo, de forma a eliminar esse sofrimento.
Raiz filosófica do Bushi-Do (o código dos samurais) e, por consequência, do Budo (as artes marciais). A pior maneira de o revelar seria dar dele qualquer definição.
O Zen pratica-se e confunde-se com a própria prática. Lembremo-nos de Zen-kutsu-dachi.